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Contação de histórias infantis

Era uma vez...

Cresci ouvindo histórias de onças, índios, cangaceiros, fantasmas, reis, fadas, bruxas, princesas  e castelos. A maioria dessas histórias, eram contadas pelo meu avô paterno que tinha muita facilidade em narrar e também recitar alguns repentes, raros hoje em dia por estarem mais ligados à cultura nordestina.

Aquelas histórias me encantavam e tinham o poder de realizar os meus sonhos e fantasias, além de trabalhar alguns conflitos e medos, comuns e normais a toda criança.

Há 17 anos trabalho contando  histórias  e formando leitores numa sala de leitura  da Biblioteca “Monteiro Lobato”. Na verdade todos nós somos potenciais contadores de histórias. Basta praticarmos e assim estaremos também exercitanto nossa criatividade. Uma das formas de treinar esta atividade é falar do nosso dia, do que somos, da nossa família, descrever a  nossa infância: assim estamos contando a nossa história (importante, real, da nossa essência, lembrando que todos nós somos importantes e temos grandes histórias a contar).

Quando o livro se faz presente, aí sim estamos formando leitores. Ao ouvir uma história que foi narrada  tendo como fonte o livro,  acontece a mediação de leitura, isto é, a pós-narrativa. O ouvinte  busca o livro para ler e neste caso literalmente se torna  um leitor.

Ao narrarmos a história, despertamos no ouvinte o maravilhoso mundo da imaginação.  Ajudando as crianças a gostarem dos livros e da  leitura estaremos ajudando a formar cidadãos melhores.

Pais e educadores podem desenvolver na criança o interesse pela leitura, com alguns hábitos diários e simples:

Leia para os pequeninos, se possível diariamente e com horário reservado;

Leia de tudo: livros educativos, histórias infantis,  receitas na cozinha ao elaborar os pratos, embalagens, instruções de brinquedos e aparelhos domésticos;

Não obrigue a criança a ler,  nem use a leitura como castigo e sim como incentivo;

Deixe a criança ler em voz alta, ouça com paciência para que ela se sinta  importante e respeitada;

Se observar que elas gostam de ler e escrever, estimule-as  para que brinquem de escrever, montar livros e ilustrá-los;

Segundo especialistas, a criança que ouve histórias e adquire o hábito da leitura, desenvolve a linguagem e o controle das emoções.  Pais que lêem ou que contam histórias aos filhos que ainda não sabem ler,  influenciam e auxiliam a criança a se conhecer melhor e a administrar seus sentimentos. Como disse Ruth Rocha, renomada autora de livros infantis  “a leitura é o caminho mais importante para a educação da criança”.

Palestra proferida a convite da BiblioDesign na Casa das Rosas, em 29/10/05,  durante o "Corredor Literário na Paulista"

Por: Maria Haila de Oliveira
Contadora de histórias da Biblioteca Pública Municipal "Monteiro Lobato", em São Paulo
Publicada em: 10/02/2006

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