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Fevereiro/2005
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DEPOIS DO FOGO
| Foto: BBC |
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O incêndio em setembro de 2004, quando foram destruídos cerca de 50 mil livros |
Destruída no ano passado por um incêndio, a Biblioteca "Duquesa Anna Amalia", em Weimar, Alemanha, está sendo recuperada e será reinaugurada em breve. A biblioteca, declarada patrimônio da humanidade pela Unesco em 2001, é uma das mais importantes do mundo e abrigava cerca de 1 milhão de exemplares, muitos deles de valor inestimável, como a coleção de 3900 volumes da obra Fausto, de Johann Wolfgang Von Goethe, 2 mil pergaminhos medievais, 8400 mapas históricos, 500 manuscritos do filósofo Friedrich Nietzsche e ainda uma coleção de bíblias, incluindo a bíblia de Martinho Lutero, de 1534, que felizmente foi salva.
| Foto: BBC |
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Galeria da Biblioteca após recuperação | Postada em:
28/02/2005 12:59
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A SENSUALIDADE DAS PALAVRAS
Está sendo lançada pela editora Globo, a primeira tradução em português diretamente do original em árabe do clássico "As mil e uma noites".
A figura central da obra é uma mulher, Xerazade, que entretém o rei através de suas histórias, contadas diariamente.
O livro fala sobre a beleza e poder das palavras e reforça a importância do diálogo: ouvir e ser ouvido.
Postada em:
27/02/2005 19:34
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MAIS RAZÃO OU SENTIMENTO?
| Foto: GettyImages |
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O livro "Razão e sensibilidade" da autora Jane Austen, é uma ótima dica de leitura.
Fala da diversidade e de como pessoas podem ser diferentes em função de suas experiências e história de vida.
Esta aceitação é o primeiro passo para compreender e respeitar as diferenças. Postada em:
24/02/2005 15:12
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AOS SANTISTAS
| Foto:Prosa,Poesia&Cia |
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Oportunidade para conhecer melhor o universo dos livros. Começa no dia 25, em Santos, o evento Verão Literário. No site a programação completa e a relação dos autores que estarão lá para um bate papo cultural. Aproveite e aprecie o belíssimo prédio da Pinacoteca "Benedicto Calixto". Onde: Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 Postada em:
23/02/2005 22:52
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"BEST SELLERS" NACIONAIS
| Foto: Ed.Bregantini |
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A chegada de editoras espanholas ao Brasil em tempos recentes provocou uma série de especulações a respeito do futuro do mercado editorial no país. Passado esse primeiro momento, já existem dados concretos que permitem delinear os contornos dessa nova configuração. A aposta da Planeta em autores consagrados e com força no mercado, o aumento significativo da participação da Santillana no segmento de didáticos e a entrada em cena da Edições SM, que pretende fazer investimentos vultosos no Brasil nos próximos anos, são alguns dos motivos que têm levado as concorrentes a repensar suas estratégias, contribuindo para um dinamismo inédito no mercado nos últimos meses.
O caso mais barulhento tem sido provocado pela Planeta. Maior grupo de comunicação espanhol, perto da casa dos 150 títulos publicados desde que se instalou no Brasil, no começo de 2003, a editora fechou contrato para publicação de livros de Fernando Morais, Paulo Lins e Zuenir Ventura, três entre os raros autores brasileiros capazes de aliar força no mercado e prestígio intelectual. Mais do que isso: teria oferecido 100 mil dólares em luvas (e não em adiantamento de direitos autorais, como de costume) para Jô Soares – mesma quantia pela qual o contrato com Paulo Lins teria sido fechado. Segundo rumores do mercado, a editora estaria ainda à caça do passe de Amyr Klink, Luis Fernando Verissimo e Carlos Heitor Cony. Pascoal Soto, diretor editorial da Planeta, nega que tenha sido esse o valor pago ao autor de Cidade de Deus, assim como afirma ser mentira que a editora tenha sondado todos esses escritores. Ainda assim, não deixa dúvida quanto à assertividade de sua proposta. “O editor brasileiro não paga o que os autores nacionais merecem”, diz Soto. “O que estamos fazendo no Brasil é o que acontece na Espanha, no México e na Argentina há muito tempo. E isso é bom para o mercado como um todo.” Além de jogar para cima o valor pago aos autores, inflacionando o mercado e tirando o sono das concorrentes, a Planeta conta com o trunfo de garantir a publicação em outros países dos autores que contrata. O livro de Paulo Lins, por exemplo, que mais uma vez deve versar sobre a condição do negro, a periferia e a violência no Rio de Janeiro, já tem publicação garantida em toda a América Latina. O mesmo vale para o de Zuenir Ventura, incursão autobiográfica que trará relatos sobre sua experiência como jornalista. Esse é um argumento adicional do editor para justificar os valores altos, uma vez que dizem respeito à publicação fora do Brasil. Se levar adiante a estratégia, a Planeta não terá como evitar um confronto direto com a Companhia das Letras, editora que vem publicando obras desses autores há muitos anos e que em boa medida foi a responsável por torná-los bem-sucedidos no mercado. Procurado pela CULT, o editor da Companhia, Luiz Schwarcz, preferiu não se manifestar. Ainda assim, é possível depreender possíveis desdobramentos dessa movimentação. Como se pode ler em O livro no jornal (Ateliê Editorial), da pesquisadora carioca Isabel Travancas, a Companhia das Letras representa uma reviravolta no panorama editorial brasileiro. De acordo com a autora, a casa paulistana instituiu um novo patamar de profissionalismo no tratamento do produto livro, ao mesmo tempo em que apostou em autores de prestígio intelectual, conseguindo com isso um equilíbrio raro entre respeitabilidade, visibilidade na mídia e sucesso de vendas. Nos termos de um sociólogo francês, seria o exemplo típico de editora que conseguiu colher em lucro material o resultado do Didáticos.
No ramo dos livros didáticos, questões simbólicas como prestígio intelectual ou busca por equilíbrio entre respeitabilidade e força no mercado são menos relevantes. Pudera. Trata-se do nicho mais valioso do comércio de livros no país. Anualmente, o Ministério da Educação compra 120 milhões de livros didáticos para distribuir gratuitamente entre estudantes de escolas públicas do Brasil inteiro. Só em 2004, por exemplo, o investimento do governo foi de 488 milhões de reais – montante que faz do MEC o maior comprador de livros do mundo. De olho nesse filão, a Santillana comprou em 2001 a brasileira Moderna. Divisão editorial do gigante Prisa, que controla o jornal El Pais e faturou singelo 1,2 bilhão de euros em 2002, o grupo adotou uma postura comercial agressiva e conseguiu triplicar a participação da editora no Plano Nacional de Livros Didáticos (PNLD), abocanhando quase 10% das vendas para o governo em 2004 (no ano anterior, havia obtido 3%). Com isso, reorganizou o mapa das relações entre as editoras e o governo. Sem querer abusar das cifras, não custa frisar que essa distribuição, segundo dados da Associação Brasileira dos Editores de Livros (Abrelivros), ficou da seguinte maneira em 2004: o grupo Ática-Scipione, controlado pela Editora Abril, manteve-se na liderança, com uma participação de 29,6%. Em segundo lugar, com uma fatia de 20,6% nas vendas para o governo, ficou a FTD/Quinteto Editorial, controlada pela Congregação dos Maristas, ligada à igreja católica. A Saraiva obteve 17,9%. E a Brasil, grande perdedora, teve sua participação no PNLD reduzida de 7,5% para 4%. Instalada no país há menos de um ano, a Edições SM pretende desorganizar esse cenário. “Queremos brigar no mercado de didáticos”, afirma Alexandre Faccioli, diretor editorial da casa. Detentor de 17% do mercado infanto-juvenil na Espanha e com faturamento de 160 milhões de euros em 2003, o grupo espanhol dispõe de 30 milhões de reais para investir no Brasil ao longo dos próximos quatro anos. Até o momento, contudo, a editora tem publicado apenas livros paradidáticos e ainda não inscreveu nenhum no plano de compra do governo, de modo que é cedo para tecer considerações a respeito. Aparentemente, os líderes no ramo não se mostram ameaçados. “Uma competição desse calibre é bem-vinda. São grupos sérios, e o setor de livros como um todo tem a ganhar”, diz João Arinos, diretor superintendente da Ática-Scipione. À frente de duas editoras que venderam cerca de 30 milhões de livros para o governo em 2004, ele acredita ainda que, no mercado editorial, o processo de globalização tende a ser benéfico, pois fortalece a produção nacional.
“O livro didático não viaja. O patrimônio cultural fica no país.” Por mais acirradas que sejam as disputas, não deixa de ser um diagnóstico otimista.
Fonte: Revista Cult, por Flavio Moura Postada em:
22/02/2005 11:29
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FÓRUM SOCIAL MUNDIAL
| Foto: Raphael Tarpani |
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Recebi esta foto com atraso, mas achei tão bonita que decidi publicar. Foi feita em Porto Alegre, durante o Fórum Social Mundial. No endereço eletrônico é possível ver um balanço do evento.
Postada em:
18/02/2005 13:04
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Comentários:
forum - 2/12/2008 01:22:42
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INQUIETAÇÕES SOBRE LEITURA
Seminário internacional promovido pelo Instituto Itaú Cultural, com o apoio da Unesco. Escritores, pesquisadores, promotores e agentes estarão reunidos para responder a inquietações sobre a leitura: Será o brasileiro um povo leitor? O que lêem os consumidores de livros, revistas e jornais e qual o impacto dessas leituras para seu desenvolvimento pessoal, para a economia e a cultura? O que se faz para estimular a leitura dentro e fora das escolas?
Onde: de 23 a 26/02, no Itaú Cultural - Av. Paulista, 37
Postada em:
16/02/2005 22:08
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NOVO SITE
No novo endereço do VivaLeitura, no ar desde o dia 02/02, é possível conhecer as estratégias desta grande mobilização nacional em prol do livro e da leitura.
O site também possui um formulário para cadastramento de projetos e ações que serão realizados em 2005, ano Ibero Americano da Leitura.
Postada em:
14/02/2005 22:41
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É CARNAVAL
"A inversão carnavalesca brasileira se situa como um princípio que suspende temporariamente a classificação precisa das coisas, pessoas, gestos, categorias e grupos no espaço social, dando margem para que tudo e todos possam estar deslocados. É precisamente por poder colocar tudo fora de lugar que o carnaval é com freqüência associado a "uma grande ilusão" ou, "loucura". A transformação do carnaval brasileiro é, pois, aquela da hierarquia cotidiana na igualdade mágica de um momento passageiro.
Assim o carnaval permite a transformação das empregadas domésticas (de fato, essas escravas da casa e da família) em sambistas experientes, podendo despertar a inveja das suas patroas. Não, evidentemente, a inveja pequeno-burguesa do dinheiro ou da inconsciência política, mas a inveja da alegria, da vontade de viver, de uma energia e generosidade inesgotáveis que nem o trabalho em condições miseráveis consegue liquidar. Do mesmo modo, o mulato anônimo da fábrica se revela excelente passista ou músico. Nosso mundo, assim, consegue por alguns instantes (dias, horas) determinar-se e hierarquizar-se não só pelo bairro, dinheiro, carros, educação, roupas e família, mas também em termos de um eixo de pessoas que pode expressar controle e domínio do corpo. Um eixo, sobretudo estético, pessoal e obviamente fugaz, marginal e compensatório".
Fonte: MATTA, R. Carnaval, malandros e heróis. Rio de Janeiro: Zahar.
Postada em:
04/02/2005 07:44
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