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Agosto/2008

ACORDO ORTOGRÁFICO


Foto: Maiton Monteiro

O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vai valer a partir de janeiro de 2009. Com isso, as editoras terão de adequar gradativamente suas publicações às novas regras. O período de transição, enquanto valerão tanto as normas atuais quanto as novas, se estenderá do início do ano que vem até dezembro de 2012. Porém, os dicionários – que servem como base para outras publicações – devem se adiantar em lançar novas versões. No Paraná, a Editora Positivo – responsável pelo dicionário Aurélio – lançou uma edição atualizada durante a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, informou Emerson Santos, diretor geral da editora. Em entrevista à Gazeta do Povo, ele disse que “o grande desafio é atender de maneira adequada à transição da atual para a nova ortografia”.Preocupação maior ocorre com os livros utilizados nas escolas. Pelo calendário do Ministério da Educação, as editoras que vendem material para o Programa Nacional do Livro Didático devem adequar as versões para 2010. Aureo Gomes Monteiro Júnior, diretor da Editora Aymará, afirmou que os livros publicados pela editora estarão adequados e disponíveis para os alunos já no próximo ano letivo. “Para isso estamos desenvolvendo também cursos e oficinas de formação para os professores que vão utilizar esse material”, disse. Os livros antigos serão aproveitados como material de amostragem para divulgação.

As mudanças
O novo acordo ortográfico altera 0,43% dos verbetes brasileiros. Confira as principais alterações:

- O Alfabeto passa a ter 26 letras, incorporando K, W e Y
- O trema deixa de existir, permanecendo somente em nomes próprios
- Cai o acento agudo em ditongos abertos “ei” e “oi” (como idéia e jibóia), e nas palavras paroxítonas com “i” e “u” tônicos, precedidos de ditongo (como feiúra)
- Palavras com duplo “o” (como vôo) e conjugação verbal com duplo “e” (como vêem) não levam mais acento circunflexo
- O acento deixa de existir para diferenciar palavras como pára (verbo) e para (preposição)
- O hífen deixa de existir em palavras compostas, em que o segundo elemento começa com “r” ou “s” (como anti-rábico, que passa a ser antirrábico). Mantém-se apenas quando o primeiro elemento terminar também em “r”, como “inter-racial”.

Fonte: Ilustrado

Postada em: 31/08/2008 18:03

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MOTOR DE PESQUISA


"Está o Google a estupidificar-nos? A inquietação, explorada pelo ensaísta Nicholas Carr na última edição da revista americana The Atlantic, fez soar o alarme. Como pode ser isso possível se, graças à extraordinária invenção de Larry Page e Sergey Brin, até mesmo os menos cultos têm à distância de um clique as respostas para se sentirem capazes de ganhar o Quem Quer Ser Milionário?. Como se, graças ao mais famoso motor de pesquisa do mundo, deixou hoje de fazer sentido saber menos que uma criança de 10 anos desde que haja um computador à mão? Como, se pesquisas que antes poderiam levar dias numa qualquer biblioteca pública podem ser agora realizadas em apenas minutos. Como?

O Expresso foi ouvir alguns especialistas sobre a forma como a Internet tem afectado os nossos cérebros e as conclusões são preocupantes: quanto mais tempo passamos na Internet, maior dificuldade temos em nos concentrar numa leitura mais vasta e profunda, como a de um livro. Da sociedade da informação nasceu um novo tipo de leitores: mais contemplativos e menos interpretativos. Onde é que já ouvimos isto?

A pergunta de Carr é, naturalmente, provocatória. O autor não pretende demonizar o Google, antes usá-lo como exemplo da forma como, apesar das suas vantagens inequívocas, a afirmação da Web como o media universal representa um elevado preço a pagar pelos nossos mecanismos cognitivos. "Não me consigo concentrar se não houver gratificação instantânea", admite Edson Medina, programador informático há 10 anos, o que, nas suas próprias palavras, o coloca "no grupo dos mais expostos" ao problema. "Tenho de reler inúmeras vezes as páginas porque me distraio constantemente e perco-me. Muitas vezes, talvez a maioria, acabo por desistir antes de terminar o livro. A minha capacidade de concentração ruiu nos últimos anos e quer-me parecer que não estou sozinho nisto".

Não está, de facto. Celso Martinho, co-criador do Sapo, o primeiro motor de busca português, admite que a Internet também alterou a forma como encara a leitura, bem como outras actividades que requerem "concentração, atenção e dedicação". "Leio hoje de forma completamente diferente do que fazia há cinco ou 10 anos. Faço-o em busca da satisfação imediata, pulo capítulos ou partes desinteressantes, leio-o na diagonal, adultero o livro".

Este tipo de comportamento foi identificado num dos poucos estudos que relacionam o uso intensivo da Internet com alterações ao nível da cognição. Investigadores do University College de Londres apontaram algumas pistas sobre as mudanças que estão a ocorrer na forma como lemos e pensamos. Os cientistas analisaram o comportamento dos visitantes de dois sítios populares que permitem o acesso a livros electrónicos, artigos e outras formas de informação escrita e concluíram que os internautas efectuavam uma leitura superficial da informação, saltando entre uma fonte e outra. Em média, não liam mais de uma ou duas páginas de um livro ou artigo e raramente regressavam a alguma fonte que já tivessem consultado.

"A consulta na Internet é geralmente feita de uma forma acelerada. Muitas vezes, a leitura é feita na diagonal. O próprio modelo de escrita é mais curto e, muitas vezes, menos cuidado. Está a ler-se mais, mais rápido e em períodos mais curtos. A frase longa, tal como o texto longo, não sobrevive", reconhece o neurologista António Freire. O especialista admite também que as novas gerações, "com uma exposição mais precoce e prolongada à Internet", possam estar a desenvolver "novos modelos de formatação da leitura", rejeitando os hábitos de leitura das gerações mais antigas, "que exigem uma enorme disponibilidade, uma concentração mais prolongada e dirigida, e uma reflexão mais profunda".

Apesar de não existirem ainda estudos aprofundados que explorem as implicações cognitivas da nova sociedade da informação, parece inegável que a Internet e invenções como o Google vieram alterar as formas tradicionais de leitura. Os jovens de hoje não lêem necessariamente menos que a geração anterior. Com o "instant messaging" e o SMS dos telemóveis, lêem até provavelmente mais, mas fazem-no de forma diferente, mais contemplativa e menos interpretativa, uma revolução semelhante à que o advento da televisão provocou. "O problema", alerta Celso Martinho, "é o tipo de informação que a Internet dá, e que os motores de busca privilegiam, que é em grande parte desinformação, efémera, sensacional, barata. É o "fast-food" dos conteúdos".

Para o professor universitário José Manuel N. Azevedo, o desenvolvimento da sociedade da informação teve, pelo menos, uma vantagem óbvia, ainda que esta tenha também um lado menos positivo. "Sou um viciado em livros e se alguma coisa o Google e a Amazon, por exemplo, fizeram foi facilitar a localização de livros interessantes e, consequentemente, diminuir a minha conta bancária. Leio, por isso, tanto ou mais do que lia há 10 anos".

Em particular no caso dos mais jovens, explica Azevedo, o reverso da medalha está na dispersão, provocada por dois excessos: um de informação e outro de solicitações. O primeiro faz com que os estudantes tenham dificuldade "em separar o trigo do joio, isto é, ajuizar a informação que encontram". O segundo, torna a concentração muito mais difícil. "O computador junta muitos ambientes que antigamente estavam separados. Estudávamos na biblioteca, trabalhávamos nas salas de aula, conversávamos na cantina, ouvíamos música em casa ou nos bares e discotecas. Agora está tudo reunido num único local. E há tanta coisa interessante à distância de um clique..."  Continuar a leitura

 

Postada em: 31/08/2008 16:13

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GOOGLE PREVIEW


A Livraria Cultura fechou uma parceria com o Google para oferecer em seu site o recurso de visualização de trechos de livros Google Preview. O serviço poderá ser observado em páginas de determinados títulos. A pré-visualização é feita por um ícone ao lado da imagem da capa do livro.

Postada em: 30/08/2008 19:32

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HOMOEROTISMO: COLEÇÃO INFERNO NA BIBLIOTECA NACIONAL


Foto: BN
Novo Correio de
Modas

"Três mil pessoas freqüentam a Biblioteca Nacional todo mês, mas pouquíssimas são as que conhecem seu "Inferno". É lá que ficam guardadas as obras consideradas malditas, que, em algum momento da história brasileira, por questões políticas ou morais, foram alvo de censura. Desses arquivos saíram folhetos e livros em português e em línguas estrangeiras, do século 16 ao 20, que compõem a pequena, porém bem interessante exposição "Obras Raras e Homoerotismo - Tesouros Bibliográficos Sobre o Prazer Entre Iguais" encerrada dia 22.

Foram expostas 21 obras, selecionadas por Ana Virgínia Pinheiro, bibliotecária da Divisão de Obras Raras, e sua equipe:  são obras que, a princípio, não deveriam estar na seção de Obras Raras. O fato de estarem lá revela que a biblioteconomia trabalha com isenção, e preza a salvaguarda da memória, diz Ana Virgínia.

Fonte: Último Segundo/IG

Postada em: 30/08/2008 18:36

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